quinta-feira, 17 de julho de 2008

Recessão à vista na Zona Euro



Países da Europa em risco de recessão económica:


-A Dinamarca entrou em recessão técnica no 1.º trimestre de 2008.
-A Espanha e a Irlanda são dois países em abrandamento económico muito acelerado devido à crise do mercado imobiliário e ao aumento das taxas de juro, na sequência do suprime.
-A Grécia e Portugal são das economias da zona Euro mais endividadas e dependentes do financiamento estrangeiro, sendo que, no caso de Portugal, há a agravante de ser um país pequeno, periférico e dependente do comércio externo dos seus parceiros que, também eles estão em risco.
Debaixo do espectro da recessão, as economias europeias têm sofrido nos últimos meses um acentuado abrandamento económico. A subida das taxas de juro por um lado e por outro o fortalecimento progressivo da moeda única europeia, estão a diminuir a competitividade das exportações dos produtos produzidos na União Europeia.


Nota: Os economistas falam em recessão quando o crescimento económico (crescimento real do PIB) é negativo em dois trimestres consecutivos.


A pressão inflacionista provocada pelo aumento dos preços dos combustíveis e do preço dos alimentos alargar-se-á aos salários e tal provocará a tendência de se continuarem a aumentar as taxas de juro. Fruto de toda esta instabilidade, o investimento tenderá também ele a diminuir de forma acelerada nos próximos meses. Estaremos nessa altura prestes a assistir ao fenómeno económico que os especialistas denominam de “estaglação” (inflação elevada combinada com uma estagnação do crescimento económico).

Esta radiografia actual e sumária da economia da Europa, como sabemos, resultou em grande parte da “falência” de um sistema económico mundial, demasiado dependente de mercados puramente financeiros que, uma vez em crise, abriram chagas profundas na procura e gestão dos recursos energéticos do planeta e revelaram o resultado de políticas erradas durante décadas, no que se refere à produção e distribuição alimentar aos povos do planeta.


De todo o lado surgem incertezas quanto ao futuro porque todos sabem que estão reunidos um conjunto de factores ímpares geradores da actual crise mundial, de difícil previsão quanto à sua evolução.
Porém, na mente de todos nós pairam algumas certezas:
-a terceira crise petrolífera é definitiva, pois não haverá margem para existir mais nenhuma. Outras fontes energéticas terão que substituir no médio prazo (dez anos) para que o velho petróleo perca a sua hegemonia.
-os mercados financeiros terão que estar regulamentados e controlados com regras precisas que limitem riscos/ganhos excepcionais e dotados com procedimentos punitivos para os prevaricadores.
-precisa-se de uma nova geração de políticos reformistas e humanistas a governar o mundo, porque a velha classe política populista e tecnocrata já deu mostras do que é capaz levando a humanidade à beira do abismo.